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Doping – Por que tanto atletas pegos?

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Doping por Meldonium e Trimetazidina: Por que  tantos atletas são descobertos?

O Doping é o uso de estratégia ou substância que ofereça vantagem esportiva ou que ofereça riscos à saúde, mesmo sem ganho de desempenho. Existem muitas classes de substâncias/estratégias proibidas e, recentemente, temos visto um grande número de atletas sendo pegos com o uso de Meldonium. Dente eles estão a romena Elena Mirela Lavric do revezamento 4x100m do atletismo, a búlgara Gabriela Petrova, vice-campeã europeia do salto triplo, a nadadora russa Yulia Efimova, a tenista Maria Sharapova, entre vários outros casos que foram veiculados em 2016. Em 2018, nas olimpíadas de inverno tivemos Aleksander Krushelnitckii do curling,

O meldonium ou mildronato é uma substância incluída no doping pela WADA em janeiro de 2016 em S4 Hormônios e Moduladores Metabólicos, assim como a trimetazidina (Vastarel MR®). As duas susbstâncias são aprovadas para tratamento de cardiopatia isquêmica/angina pectoris e doença arterial isquêmica. O mecanismo de ação delas é o bloqueio à oxidação de ácidos graxos presumivelmente por redução da síntese de l-carnitina e inibição da tiolase que culminariam com maior utilização de glicose no metabolismo, menor consumo de oxigênio, maior resistência à isquemia induzida pelo exercício e menor disfunção de bombas iônicas como Na+/K+ ATPase.

Esses medicamentos parecem aumentar a resistência, melhorar a recuperação dos exercícios e agirem como estimuladores do Sistema Nervoso Central, protegendo as células de efeitos negativos do estresse metabólico provocado pelo exercício. Existe especulação sobre bioprodutos derivados do metabolismo da carnitina nestas condições que seriam prejudiciais a evolução física do atleta com o passar dos anos de atividade. Há a teoria do favorecimento na manutenção do metabolismo glicolítico em detrimento do oxidativo (shift metabólico) nas fibras musculares esqueléticas, além das cardíacas, tornando o metabolismo e a função contrátil mais eficiente. As fibras musculares glicolíticas tratadas com trimetazidina possuem maior formação de cadeias pesadas de miosina e hipertrofia.

Outros efeitos estudados são o da proteção cardíaca contra os efeitos deletérios de anabólicos como a testosterona e a trembolona e a estimulação da autofagia muscular que protege contra mecanismos de overtraining como a atrofia muscular induzida por estresse.

Um forte abraço e até lá!

Prof. Dr. Guilherme Almeida Rosa da Silva – Instagram: @drguialmeida

Fonte: Ferraro, Elisabetta, et al. “The metabolic modulator trimetazidine triggers autophagy and counteracts stress‐induced atrophy in skeletal muscle myotubes.” FEBS Journal 280.20 (2013): 5094-5108.
Belhani, Dalila, et al. “Cardiac lesions induced by testosterone: protective effects of dexrazoxane and trimetazidine.” Cardiovascular toxicology 9.2 (2009): 64-69.

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