Risco Cardiovascular e HDL
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Risco Cardiovascular e HDL

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Não é incomum ouvirmos pessoas preocupadas com o resultado dos seus exames de perfil lipídico. Parece já ser algo intuitivo entre profissionais de saúde e leigos, que a presença de, por exemplo, um HDL baixo signifique aumento no risco de doenças cardiovasculares. Inclusive o HDL costuma ser chamado por muitos de “colesterol bom”. Neste artigo vamos clarificar alguns pontos interessantes sobre o HDL.

As partículas de HDL são formadas no fígado, no intestino e na circulação. Seu principal conteúdo proteico é representado pelas apolipoproteínas AI e AII. O colesterol livre do HDL, recebido das membranas celulares, é esterificado por ação da Lecitina Colesterol Aciltransferase (LCAT). A ApoA-I, principal proteína da HDL, é cofator desta enzima. O processo de esterificação do colesterol, que ocorre principalmente nas HDL, é fundamental para sua estabilização e seu transporte no plasma, no centro desta partícula. A HDL transporta o colesterol até o fígado, no qual ela é captada pelos receptores SR-B1, o chamado transporte reverso do colesterol. O HDL é visto como uma molécula de “faxina”, que recolhe o colesterol e deposita no órgão saneador, o fígado. No senso comum, quanto mais HDL e quanto mais faxineiros tivermos, menor será o risco de formação de placas de ateroma e doença cardiovascular como doença arterial periférica, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico.

Para adultos, um HDL desejável é superior a 40mg/dL. Entretanto, para fins de tratamento, não são propostas metas para o HDL-c e não se recomenda tratamento medicamentoso visando à elevação dos níveis de HDL-c. De maneira objetiva, não há indicação formal de exercer nenhuma medida para elevar HDL caso seu HDL seja considerado baixo. É claramente reconhecida a associação (transversal e observacional) epidemiológica inversa entre níveis de HDL-c e incidência de doenças cardiovasculares (pessoas que tem doença cardiovascular apresentam menor concentração plasmática de HDL), mas isso não significa que se você elevar esse HDL-c a pessoa estará protegida (prospectivo e intervencionista). Os estudos de intervenção mais recentes falharam em demonstrar benefício clínico por meio da elevação do HDL-c independente da intensidade do aumento.

Devemos ter cuidado com as interpretações das informações. Conheçam nossos cursos em www.tedmed.com.br um forte abraço e até lá!

Prof. Dr. Guilherme Almeida Rosa da Silva

@drguialmeida @tedmed.com.br

Fonte: ATUALIZAÇÃO DA DIRETRIZ BRASILEIRA DE DISLIPIDEMIAS E PREVENÇÃO DA ATEROSCLEROSE – 2017.  Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia.  Volume 109, Nº 2, Supl. 1, Agosto 2017

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