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Sarcoma de Kaposi – Incidência e Tratamento

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O Sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia multicêntrica que consiste em múltiplos nódulos vasculares que surgem na pele, nas mucosas e nas vísceras (1).

Foi a primeira neoplasia maligna a ser descrita em associação com a AIDS. Desde 1980, a doença se tornou um problema de saúde importante com a emergência da epidemia de AIDS. Observou-se a diminuição da incidência e severidade com a introdução da terapia antirretroviral (TARV), porém continua ainda como o tumor mais comumente associado ao HIV. Essa redução é atribuída à melhora da função imune, diretamente relacionada a esta terapia.

A evolução clínica do Sarcoma de Kaposi, a seleção do tratamento e a resposta a este são afetadas sobremaneira pelo grau de disfunção imunitária e infecções oportunistas subjacentes.

Em 1872, o médico húngaro Moritz Kaposi descreveu uma nova afeccção que acometia, predominantemente, idosos, do sexo masculino, com lesões múltiplas, hiperpigmentadas, nodulares e de ocorrência mais frequente nas extremidades dos membros inferiores. Inicialmente, foi denominada “Sarcoma hiperpigmentado, múltiplo idiopático, da pele”, e, mais tarde, passaria a ser conhecida como Sarcoma de Kaposi.

A etiologia do SK não está precisamente estabelecida, em que fatores genéticos, hormonais, imunológicos, assim como infecciosos estão implicados no desenvolvimento da doença. O Sarcoma de Kaposi é associado com o herpesvírus humano tipo 8 (HHV-8).

É a neoplasia mais comum no paciente HIV. A taxa de incidência de sarcoma de Kaposi é imensamente maior em indivíduos que apresentam a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, quando comparada com pacientes imunocompetentes. Estima-se que no paciente HIV a incidência seja maior que 3.000 vezes quando comparados com a população geral.

Acomete principalmente homens que fazem sexo com homens (HSH). Usuários de drogas parecem ter alto risco para esta neoplasia.

É classificado com quatro variantes clínico-epidemiológicas: clássica, endêmica, iatrogênica e epidêmica associada ao HIV, todas associadas ao herpesvírus humano tipo 8:

  1. Clássico ou esporádico (mais prevalente na América do Norte, em descendentes de judeus do leste europeu e de povos do Mediterrâneo): mais frequente em homens idosos.
  2. Africano/endêmico (principalmente regiões ao Sul do Saara): mais frequente em crianças e adultos jovens negros.
  3. Iatrogênico/imunossupressão: mais frequente em pacientes transplantados ou em uso de imunossupressores.
  4. Epidêmico/associado à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana: mais frequente em homens adultos jovens homossexuais e bissexuais.

Descreveram-se lesões em praticamente todos os órgãos, incluindo o coração e o sistema nervoso central.

Baseia-se na biópsia de uma lesão suspeita. Em termos histológicos, observam-se proliferação de células fusiformes e endoteliais, extravasamento de eritrócitos, macrófagos carregados de hemossiderina e, nos casos iniciais, infiltrado de células inflamatórias.

O diagnóstico diferencial do Sarcoma de Kaposi deve ser feito principalmente com angiomatose bacilar, nevos, hemangiomas, linfoma de células B e granuloma piogênico. As lesões cutâneas induzidas pela heparina e warfarina (complicações raras desses anticoagulantes) também fazem parte das hipóteses diagnósticas.

Alguns estudos mostraram que a terapia antirretroviral de alta potência (HAART) pode, por si só, atuar na estabilização e regressão do SK, frequentemente eliminando a necessidade de quimioterapia e radioterapia, com eventual remissão completa prolongada em pacientes com boa resposta. Pacientes com a expressão pulmonar do SK em uso de HAART mostraram sobrevida média de 1,6 anos ao se comparar com os 4 meses de tempo de sobrevida que apresentavam antes do uso da referida terapêutica.

Também é possível constatar que a HAART aumenta a sobrevida geral dos pacientes com SK, da mesma maneira que promove, em 80%, redução do risco de morte entre os pacientes portadores de SK.

Quanto ao tratamento específico é possível contar com abordagem cirúrgica, com excisão de lesões localizadas, que também podem ser tratadas com crioterapia ou radioterapia. Na doença sistêmica ou para extensas lesões cutâneas, a quimioterapia está indicada. Há vários quimioterápicos ativos, que podem promover de 60 a 80% de resposta favorável. Estão entre eles, as antraciclinas lipossomais (doxorrubicina, daunorrubicina), o paclitaxel, a vimblastina e o etoposide. Em casos selecionados, o interferon poderá estar indicado.

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Prof. Dr. Guilherme Almeida Rosa da Silva

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